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Governador Caetano Pinto de Montenegro |
7 DE MARÇO – Posse do
governo provisório, constituído do Padre Ribeiro Pessoa, Domingos Teotônio, José
Luís de Mendonça, Manoel Correia de Araújo e Domingos José Martins.
8 DE MARÇO – José Carlos
Mayrinck da Silva Ferrão é confirmado no posto de secretário do governo
provisório. Nomeação de um conselho consultivo, de que fazem parte, entre
outros, o lexicógrafo Morais e Silva, o Deão Ferreira Portugal e Gervásio Pires
Fereira. Manifesto do governo provisório, exortando todos à união.
11 DE MARÇO – Decide-se
enviar Antônio Carlos da Cruz, o “Cabugá”, como agente diplomático junto ao
governo dos Estados Unidos, efetuando-se sua partida no dia 24.
15 DE MARÇO – O governo
provisório proclama a República.
26 DE MARÇO – É preso,
na Bahia, o padre José Inácio Ribeiro Roma, mais conhecido como “padre Roma”,
que julgado no dia 28, por um tribunal de exceção, seria arcabuzado na manhã de
29, Campo da Pólvora.
2 DE ABRIL – Bênção,
solene, efetuada pelo Deão Portugal, das novas bandeiras.
9 DE ABRIL – Chegam
notícias da execução do padre Roma e dos preparativos do governo do conde dos
Arcos contra a Revolução.
11 DE MARÇO – Chegam
os navios “Carrasco” e “Mercúrio” e “Audaz”, para iniciar o bloqueio do Recife.
2 DE MAIO –
Prosseguindo o avanço das tropas legalistas, que, vindas da Bahia, se haviam
concentrado no engenho Utinga, em que, batidos, os soldados de Suassuna recuam
para Candeias.
15 DE MAIO – O exército
republicano é espetacularmente batido em Ipojuca. O governo revolucionário de
concentra na capital, pensando em dali, organizar a resistência.
16 DE MAIO – O governo
provisório, praticamente reduzido padre Ribeiro Pessoa e Domingos Teotônio ,
ante a derrota à vista, tenta uma capitulação honrosa e envia como emissários o pernambucano
Mayrinck e o inglês Henry Koster que, ao tempo, explorava um engenho pras bandas
de Jaguaribe.
18 DE MAIO – Recusada
a capitulação por Rodrigo Lobo, Domingos Jorge ameaça, como represália, “passar
a espada” sobre todos os legalista do Recife, oficiais ou paisanos. Mas,
naquela mesma noite resolveu abandonar o Recife, rumando ao norte, indo acampar
em Paulista.
19 DE MAIO – Com o
recuo de Domingos Tenório, as forças legais ocupam o Recife sem esforço,
ordenando Lobo a Cogominho perseguisse os fugitivos. Mas a tropa de Teotônio se
dispersara, havendo o padre Ribeiro se suicidado. E o fogoso exército de
Cogominho, não tendo inimigo a caçar, praticou ato infame: desenterrou o
cadáver do infeliz republicano, cortando-lhe a cabeça, que, trazida para o
Recife, seria pendurada no pelourinho.
20 DE MAIO – Finda a
aventura de 6 de março e o governo real, dono da situação, se entregará agora,
com ódio e brutalidade, à vingança malvada, enchendo Pernambuco de ódio, luto,
sangue e também de ódios que iriam, cedo, reviver na nova experiência de julho 1824.
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